ANPG Impulsiona Novo Ciclo de Investimentos Bilionários
A Angola Oil & Gas 2025 confirmou o reposicionamento estratégico de Angola como um dos mercados mais atrativos do setor petrolífero em África,” Paulino Jerónimo, enfatizou a importância de Angola como um ator estratégico no setor de petróleo e gás, focado em atrair investimentos e otimizar recursos nacionais para o desenvolvimento sustentável”. Num contexto global exigente, o país apresentou sinais claros de estabilidade regulatória, maturidade institucional e renovada confiança dos investidores. Sob a liderança da ANPG, o evento marcou o arranque de um novo ciclo de investimentos estruturantes para a economia nacional.

ANPG Afirma seu papel de catalisador para o relançamento do sector
A Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG 2025), realizada recentemente em Luanda, voltou a afirmar-se como a principal plataforma de negócios, concertação estratégica e atração de investimento para o setor petrolífero nacional. O evento confirmou o dinamismo renovado da indústria de petróleo e gás em Angola, materializado na assinatura de sete acordos estratégicos que envolvem operadores nacionais, grandes multinacionais e parceiros regionais, sob a liderança institucional da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
Confiança dos investidores num contexto global desafiante
Mais do que um encontro setorial, a AOG 2025 funcionou como um verdadeiro termómetro da confiança dos investidores no mercado angolano. Num contexto global marcado pela transição energética, pela seletividade do capital e pela necessidade de segurança no abastecimento, Angola demonstrou capacidade de se reposicionar como destino competitivo, previsível e atrativo para investimentos de grande escala no upstream petrolífero.
ANPG como eixo central da estabilidade regulatória e estratégica
No centro deste novo ciclo está a ANPG, enquanto entidade reguladora e concessionária nacional, cujo papel tem sido determinante na criação de um ambiente institucional estável, transparente e orientado para resultados. A estratégia da agência assenta na maximização do valor dos recursos nacionais, na revitalização de blocos maduros, na atração de novos operadores e na promoção de parcerias equilibradas entre o Estado e o setor privado.
Bloco 6/24, Revitalização de ativos na Bacia do Kwanza
Um dos acordos de maior relevância assinados durante a AOG 2025 foi o entendimento entre a ANPG, a Sonangol, a ACREP e a Red Sky Energy para o desenvolvimento do Bloco 6/24, localizado em águas rasas da Bacia do Kwanza. Este bloco, sustentado por cerca de 3.000 km² de dados sísmicos, que volta agora ao radar do investimento com novas perspetivas tecnológicas e económicas. A reativação deste ativo representa uma aposta clara na valorização de recursos conhecidos, com custos controlados e potencial de retorno significativo.
Regresso da Shell e reforço da confiança internacional no Bloco 33/24
Outro marco relevante foi a assinatura do acordo para o Bloco 33/24 entre a ANPG, a Sonangol e as multinacionais Chevron e Shell. Este entendimento assinala o regresso da Shell a Angola após duas décadas de ausência, um sinal forte de confiança no ambiente de negócios do país e na sua base geológica. Localizado em águas ultraprofundas da Bacia do Congo, o Bloco 33/24 conta já com seis poços perfurados, reduzindo o risco exploratório e aumentando a atratividade do investimento.

Operadoras independentes ganham espaço nos blocos maduros
No segmento das operadoras independentes, a ANPG, a Sonangol, a Afentra e a Maurel & Prom formalizaram uma parceria para o Bloco 3/24, em águas rasas. Este acordo marca a entrada da Afentra como operadora licenciada em Angola, reforçando a estratégia do país de diversificar o perfil dos investidores e atrair empresas especializadas na revitalização de campos maduros, com foco em eficiência económica e produção incremental.
Bloco 15, expansão de um ativo com mais de 2,6 mil milhões de barris produzidos
A expansão da área de concessão do Bloco 15, um dos ativos mais emblemáticos da história petrolífera angolana, foi outro dos destaques da AOG 2025. A ANPG assinou um acordo com a ExxonMobil, a Sonangol, a Azule Energy e a Equinor para desbloquear recursos adicionais num bloco que produziu mais de 2,6 mil milhões de barris ao longo de 30 anos, demonstrando a capacidade do país em continuar a extrair valor de ativos maduros.
Bloco 31 e produção incremental, previsibilidade e continuidade operacional
No Bloco 31, a ANPG e a Azule Energy estabeleceram um acordo que enquadra a produção incremental através de novos poços de desenvolvimento. O entendimento consolida a área do bloco numa única zona de desenvolvimento, e prorroga o contrato de produção até 31 de dezembro de 2032, assegurando estabilidade regulatória e previsibilidade aos investidores.
Capacitação institucional e fortalecimento do conteúdo local
A dimensão institucional também esteve presente na AOG 2025. O acordo entre o Copia Group of Companies e a Associação de Geofísica de Angola (ASGA) marca a entrada formal do grupo na comunidade geocientífica nacional, reforçando a ligação entre o setor empresarial, a ciência aplicada e a formação de quadros especializados.
Cooperação regional e diplomacia energética africana
No plano regional, a assinatura de um acordo entre a ANPG e a Direção-Geral dos Hidrocarbonetos da Costa do Marfim estabelece um quadro de cooperação nos domínios dos hidrocarbonetos e dos biocombustíveis, com foco em formação técnica, investigação e desenvolvimento, reforçando o papel de Angola na diplomacia energética africana.
Impacto económico e criação de valor para o país
Do ponto de vista económico, o conjunto destes acordos traduz-se em ganhos estruturais para Angola. A entrada de investimento estrangeiro direto reforça a balança de pagamentos, sustenta as receitas fiscais, dinamiza a cadeia de fornecimento local e gera emprego qualificado. A produção incremental permite ainda que o setor petrolífero continue a financiar a diversificação económica num contexto de transição energética.

Uma visão estratégica para o futuro do setor
Em termos estratégicos, a atuação da ANPG evidencia uma visão clara: assegurar que Angola continue competitiva no mercado global de energia, combinando estabilidade regulatória, flexibilidade contratual e criação de valor partilhado. A AOG 2025 mostrou que o país não apenas mantém a sua relevância como produtor, mas lança as bases de um novo ciclo de investimentos bilionários.
ANPG afirma-se progressivamente como uma jurisdição energética sólida, previsível e altamente eficaz, capaz de combinar estabilidade regulatória, ativos petrolíferos de classe mundial e abertura ao investimento internacional.
Angola com jurisdição energética sólida e atrativa
Os acordos assinados durante a Angola Oil & Gas 2025 confirmam que o setor petrolífero angolano entrou numa fase de renovação estratégica. Sob a liderança da ANPG, Angola apresenta-se como um mercado aberto, estruturado e preparado para acolher capital, tecnologia e parcerias de longo prazo, reafirmando-se como uma jurisdição energética sólida e alinhada com a criação de valor sustentável para investidores internacionais.


